O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira a suspensão temporária da estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada por precaução após a identificação de 42 episódios de reações adversas mais severas entre pessoas vacinadas.
Segundo o Ministério, três pessoas precisaram ser hospitalizadas e dois óbitos estão sob investigação. A pasta reforça que ainda não é possível afirmar que os casos foram causados pela vacina, mas que os registros acenderam um alerta para análise mais aprofundada.
A suspensão vale apenas para a vacina produzida pelo Instituto Butantan e não inclui a Qdenga, imunizante do laboratório Takeda utilizado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, mais de 500 mil doses da vacina do Butantan haviam sido aplicadas no país. O imunizante estava sendo usado em municípios-piloto e também em profissionais de saúde da atenção primária.
De acordo com o Ministério da Saúde, a decisão não invalida a eficácia da vacina nem retira a proteção de quem já foi imunizado. A medida busca dar mais tempo para investigação dos casos, incluindo histórico clínico, doenças preexistentes, fatores de risco, possíveis causas alternativas, desvios de qualidade e eventuais erros de imunização.
A orientação é que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde caso apresentem piora do estado geral, febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade ou sinais de desidratação.
Em nota, o Instituto Butantan informou que a interrupção temporária busca garantir a segurança da população e que seguirá trabalhando para aprofundar as informações sobre o uso da vacina.
Fonte: Ministério da Saúde / Agência Brasil
Fotos: Instituto Butantan Divulgação
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