Primeira paciente do Paraná recebe coração artificial pelo SUS após articulação da Secretaria de Saúde

Paraná

Uma moradora de São José dos Pinhais se tornou a primeira paciente do Paraná a receber um coração artificial pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento inédito foi viabilizado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, referência nacional no tratamento de alta complexidade.

Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, sofria de insuficiência cardíaca grave e não podia ser submetida a um transplante convencional devido à incompatibilidade com praticamente todos os possíveis doadores. Segundo os médicos, o implante do dispositivo HeartMate 3 representava a única alternativa para salvar sua vida.

A cirurgia foi realizada no dia 12 de maio. Após o procedimento, Andressa permaneceu internada em São Paulo e posteriormente foi transferida em uma UTI aérea para o Paraná, onde seguiu o tratamento no Hospital do Rocio, em Campo Largo.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que o caso representa um marco para a saúde pública paranaense.

“É uma articulação feita pela Sesa para um tratamento de ponta e totalmente pelo SUS. O Paraná já é referência nacional em transplantes e demonstra mais uma vez sua capacidade de oferecer tratamentos de alta complexidade à população”, afirmou.

A paciente desenvolveu a doença após complicações durante a gestação de seu quinto filho. O quadro evoluiu de forma grave, comprometendo a capacidade do coração de bombear sangue para o organismo.

Segundo a equipe médica, o dispositivo implantado funciona como uma bomba mecânica que auxilia o coração a manter a circulação sanguínea adequada. O equipamento utiliza tecnologia de levitação magnética, considerada uma das mais modernas do mundo para pacientes com insuficiência cardíaca avançada.

Após semanas de recuperação, Andressa recebeu alta hospitalar e agora seguirá acompanhamento médico permanente. Ela também passou por treinamento específico para aprender a conviver com o equipamento, que exige monitoramento constante.

Emocionada, a paciente destacou a importância do procedimento para sua vida e de sua família.

“Eu tive essa oportunidade para continuar vivendo e cuidar dos meus filhos. Não foi apenas uma cirurgia. Vocês devolveram uma mãe para cinco filhos”, declarou.

O procedimento foi custeado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), enquanto a Secretaria de Estado da Saúde foi responsável pela articulação entre os hospitais, logística do tratamento e transporte aeromédico.

O caso passa a ser considerado um marco para a medicina pública do Paraná e abre caminho para que outros pacientes com insuficiência cardíaca avançada possam ter acesso à tecnologia pelo SUS.

Com informações Agência Estadual de Notícias

Fotos: SESA

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