A Polícia Civil do Paraná (PCPR) passará a contar com uma estrutura mais especializada no combate ao crime organizado e em operações de alto risco após a aprovação da nova Lei Orgânica da instituição pela Assembleia Legislativa do Paraná.
A legislação cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), organiza o Departamento de Operações Especiais (DOESP) e estabelece oficialmente o Departamento de Inteligência Policial (DIP), fortalecendo as ações de investigação, inteligência e operações especializadas em todo o Estado.
Segundo o Governo do Paraná, a nova estrutura moderniza a Polícia Civil após mais de 40 anos do antigo Estatuto da Polícia Civil, instituído em 1982, adequando a corporação aos desafios atuais da segurança pública.
O secretário estadual da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, afirmou que a medida amplia a capacidade operacional da PCPR no enfrentamento aos crimes complexos.
“A nova Lei Orgânica organiza a Polícia Civil para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional”, destacou.
O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach, também ressaltou que a nova legislação fortalece todas as áreas da instituição.
“Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos e entregar melhores resultados à sociedade”, afirmou.
Com a criação do DRACO, a Polícia Civil passa a ter um departamento específico para investigar e desarticular organizações criminosas que atuam em várias cidades ou estados, concentrando ações de inteligência e repressão qualificada contra grupos criminosos.
Já o DOESP ficará responsável pela coordenação de operações especiais, situações de alto risco, resgates de reféns, investigações de sequestros e apoio tático-operacional às demais unidades policiais.
A nova legislação também fortalece o trabalho de inteligência policial por meio do DIP, responsável pela produção estratégica de informações e integração entre unidades da Polícia Civil.
Além do combate ao crime organizado, a Lei Orgânica reorganiza setores administrativos, tecnológicos e operacionais da PCPR, ampliando investimentos em capacitação, inovação, tecnologia da informação, identificação humana e investigações especializadas.
De acordo com o Governo do Estado, desde 2019 já foram incorporados 1.624 novos policiais civis à instituição, entre agentes, delegados e papiloscopistas.
Fonte: Governo do Paraná / PCPR
Fotos: Igor Jacinto/Vice Governadoria
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