O Brasil volta a acender o alerta na saúde pública diante do aumento de casos de mpox em 2026. Dados recentes apontam que o país já ultrapassa 80 casos confirmados neste ano, distribuídos em diferentes estados. Até o momento, a maioria dos quadros apresenta evolução leve ou moderada, sem registro de óbitos.
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus da mesma família da varíola humana, mas com comportamento clínico diferente. Embora não seja uma enfermidade nova — já circulava há décadas em regiões da África — ganhou atenção internacional após surtos registrados em vários continentes a partir de 2022.
A preocupação das autoridades de saúde está relacionada à transmissão em ambientes urbanos e ao contato direto entre pessoas, o que favorece a disseminação quando não há identificação precoce e isolamento adequado dos casos.
Como ocorre a transmissão
A transmissão acontece principalmente por contato direto e próximo com pessoas infectadas. Entre as principais formas de contágio estão:
Contato pele a pele com lesões ou erupções cutâneas. Contato com roupas, lençóis, toalhas ou objetos contaminados por secreções. Relações íntimas, incluindo contato sexual.
Exposição prolongada a gotículas respiratórias em ambientes fechados. Transmissão de mãe para filho durante a gestação ou parto.
Em áreas urbanas, a maior parte das infecções está associada ao contato próximo entre pessoas.
Principais sintomas
Os sintomas costumam surgir entre 5 e 21 dias após a exposição ao vírus. O início pode se assemelhar a outras infecções virais, o que pode dificultar o reconhecimento imediato da doença.
Os principais sinais incluem:
Febre moderada. Mal-estar e cansaço. Dor de cabeça e dores musculares. Aumento de gânglios linfáticos (ínguas). Lesões na pele que evoluem de manchas para bolhas e crostas.
As lesões podem surgir no rosto, tronco, mãos, pés, região genital e área anal. Em alguns casos recentes, aparecem poucas lesões concentradas na região genital, o que pode gerar confusão com outras infecções sexualmente transmissíveis. A dor nas lesões é um dos sintomas que mais levam pacientes a procurar atendimento médico.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e confirmado por exames laboratoriais, como o teste de PCR, realizado a partir da coleta de material das lesões.
O tratamento é predominantemente de suporte, voltado para o alívio dos sintomas e prevenção de complicações. As principais recomendações incluem:
Controle da dor e da febre. Hidratação adequada. Higiene correta das lesões. Isolamento domiciliar até a cicatrização completa das crostas.
Em situações específicas, especialmente em pacientes com maior risco de evolução grave, podem ser utilizados antivirais indicados para orthopoxvírus, conforme avaliação médica.
Prevenção
A prevenção envolve medidas individuais e coletivas. Entre elas:
Evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas. Não compartilhar objetos pessoais. Manter ambientes ventilados. Procurar atendimento médico ao perceber sintomas compatíveis.
Vacinas originalmente desenvolvidas contra a varíola humana podem ser utilizadas para grupos específicos, conforme critérios definidos pelas autoridades de saúde.
Fonte: Ministério da Saúde
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