O juiz e professor Alexandre Morais da Rosa tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina após promoção pelo critério de antiguidade. Com 27 anos de carreira, ele consolida uma trajetória marcada pela dedicação ao Direito, intensa produção acadêmica e superação pessoal.
Natural de Florianópolis, Alexandre formou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1997. É mestre pela mesma instituição e doutor pela Universidade Federal do Paraná. Aos 24 anos, conquistou o primeiro lugar no concurso para juiz estadual em Santa Catarina, dando início a uma carreira de destaque no Judiciário.
Ao longo de sua trajetória, atuou em diversas comarcas, foi juiz da Vara da Infância e Juventude em Joinville, integrou a 3ª Turma Recursal e, em 2023, passou a atuar no segundo grau. Também exerceu a função de juiz auxiliar do ministro Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal, participando de julgamentos relevantes na área criminal.
Diagnóstico na vida adulta
Em 2021, aos 47 anos, Alexandre recebeu o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 1 de suporte, além de altas habilidades. Segundo ele, o reconhecimento trouxe maior clareza sobre sua própria trajetória pessoal e profissional.
“Eu consegui entender melhor as minhas limitações e também minhas potencialidades. Isso me ajudou a reorganizar minha forma de lidar com o trabalho e com as pessoas”, afirmou.
Durante a adolescência, enfrentou dificuldades de interação social e relembra que evitava se destacar excessivamente para não sofrer hostilidade. Atualmente, utiliza o cordão de identificação do autismo no ambiente profissional e defende mais inclusão e conscientização no meio jurídico.
“Ninguém é melhor ou pior por ser autista ou neurotípico. Temos todos a mesma dignidade”, destacou.
Carreira acadêmica e reconhecimento
Além da magistratura, Alexandre Morais da Rosa é professor universitário e autor de diversas obras jurídicas, com forte atuação no campo do processo penal. Sua trajetória reúne sólida formação acadêmica, rigor técnico e compromisso com a jurisdição.
A posse como desembargador do TJSC representa não apenas um avanço profissional, mas também um marco de representatividade, inclusão e superação dentro do sistema de Justiça brasileiro.
Foto: Divulgação / Internet
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