Um incêndio registrado na tarde de sábado (04) atingiu parte da estrutura do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, localizado no centro histórico de Paranaguá, no litoral do Paraná. O episódio mobilizou equipes de emergência e gerou grande preocupação entre moradores, estudantes e profissionais da educação, já que o edifício é considerado um dos mais importantes patrimônios educacionais e arquitetônicos da região.
As chamas começaram por volta do meio-dia e rapidamente chamaram a atenção de quem passava pelas proximidades. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná foram acionadas e trabalharam para controlar o incêndio e impedir que o fogo se espalhasse para outras áreas da construção. O trabalho contou ainda com o apoio da brigada de emergência da Portos do Paraná, que disponibilizou um caminhão autobomba-tanque com grande capacidade de armazenamento de água e equipe especializada para auxiliar na operação.

O prédio atingido possui grande valor histórico para o estado. Construído em 1927, o imóvel tem atualmente 97 anos e se aproximava de um marco simbólico importante: em breve completaria 100 anos de história, consolidando-se como um dos mais antigos e tradicionais espaços de ensino público do litoral paranaense. Ao longo das décadas, milhares de estudantes passaram por suas salas de aula, contribuindo para a formação educacional de diversas gerações.
Além de sua relevância educacional, o edifício também é reconhecido por seu valor arquitetônico. Em seu interior havia elementos artísticos e detalhes inspirados em traços do estilo barroco, que ajudavam a compor a identidade histórica da construção. Por conta desse valor cultural e arquitetônico, o prédio foi tombado como patrimônio histórico do Paraná em 1991, tornando-se um símbolo importante da memória e da arquitetura da cidade.

Diante do ocorrido, o governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou a criação de uma força-tarefa para avaliar os danos provocados pelo incêndio e iniciar o planejamento para a recuperação do prédio histórico. A determinação foi direcionada à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed), que acompanha a situação desde os primeiros momentos da ocorrência.
Segundo o governo estadual, engenheiros da secretaria e técnicos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) serão responsáveis por realizar uma avaliação técnica detalhada da estrutura. O objetivo é identificar a extensão dos danos e definir as medidas necessárias para restaurar o prédio preservando suas características históricas.
Além da análise da estrutura, a Secretaria de Educação também iniciou o planejamento para garantir a continuidade das aulas. A unidade escolar atende atualmente cerca de 1.635 alunos, distribuídos em 53 turmas, sendo a maioria composta por estudantes do ensino médio.

Para evitar prejuízos ao calendário letivo, a Seed já estuda a realocação temporária dos estudantes para outras escolas da rede estadual em Paranaguá. Técnicos da secretaria começaram a entrar em contato com diretores de unidades de ensino da cidade para identificar espaços disponíveis que possam receber as turmas enquanto a situação do prédio é avaliada.
De acordo com a secretaria, a prioridade é garantir que os alunos continuem frequentando as aulas com o menor impacto possível. A possibilidade de integrar os estudantes em turmas já existentes ou utilizar espaços educacionais temporários também está entre as alternativas analisadas.

Após a completa extinção das chamas e a liberação do local pelas equipes de segurança, será realizado um levantamento técnico detalhado para determinar o nível dos danos e estabelecer um plano de restauração. A expectativa do governo estadual é agir com rapidez para preservar o patrimônio histórico e garantir que o espaço volte a receber estudantes o quanto antes.
Enquanto isso, a comunidade escolar e moradores de Paranaguá acompanham com atenção os próximos passos das autoridades. O Instituto Estadual de Educação não representa apenas um prédio escolar, mas um importante capítulo da história da educação pública do Paraná e da própria cidade.

Fonte: AEN / Informações públicas
Foto: Reprodução Internet
Informação você encontra aqui. Nos Bagrinhos.

