A ex-diretora do Departamento de Trânsito do Paraná em Paranaguá, Melissa Martins, foi exonerada do cargo após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal do Brasil que investiga um esquema de tráfico internacional de cocaína com atuação no Porto de Paranaguá.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 12 de março, um dia após o início da Operação Fundo Falso, que cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de suspeitos ligados ao esquema.

De acordo com as investigações, a agora ex-chefe do Detran foi alvo de buscas durante a operação. Até o momento, ela é considerada apenas investigada, e não há confirmação de indiciamento.
As apurações revelam um esquema sofisticado de tráfico internacional de drogas que utilizava o porto para enviar cocaína à Europa. Em uma das ações monitoradas pela polícia, veículos vindos de São Paulo transportaram cerca de 100 quilos de cocaína até a região portuária, onde a droga seria inserida em cargas destinadas ao exterior.
Segundo a investigação, os criminosos utilizavam diferentes métodos para esconder a droga em navios. Um deles envolvia mergulhadores, que colocavam pacotes de cocaína nas estruturas externas das embarcações, principalmente em áreas próximas ao sistema de resfriamento do motor.
Outro método identificado foi o lançamento de mochilas com cocaína na água, equipadas com micro-rastreadores. As bolsas permaneciam submersas até a saída do navio. Quando a embarcação deixava o porto, pequenas embarcações recolhiam a carga e mergulhadores levavam a droga até o casco do navio.

As investigações começaram em fevereiro e já identificaram 19 pessoas ligadas ao esquema, incluindo transportadores de droga, ex-funcionários que conheciam a estrutura dos terminais portuários e pessoas suspeitas de atuar na movimentação do dinheiro do tráfico.
Entre os investigados estão empresários, donos de imobiliária, comerciantes e até ex-candidatos a vereador e um ex-assessor parlamentar. Até agora, seis pessoas foram presas durante a operação.
Um dos nomes citados na investigação foi Marcelo Berna, conhecido como “Lelo”, apontado como intermediador entre integrantes do grupo e pessoas de níveis mais altos da organização. Ele foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro Portão, em Curitiba.
Apesar da gravidade das investigações, as autoridades ressaltam que nenhuma acusação formal foi comprovada contra Melissa Martins até o momento. Mesmo assim, o Governo do Estado optou pela exoneração como medida administrativa enquanto as investigações seguem em andamento.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Federal, que busca identificar todos os envolvidos no esquema de tráfico internacional de drogas que utilizava o porto de Paranaguá como rota de envio para a Europa.
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